V/A Coletânia do rock Paraibano CD

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58000 – Coletânea do Rock Paraibano - Reunir uma seleção de bandas que represente um pouco do que anda sendo produzido em um estado é uma tarefa complicada, assim como falar em poucas palavras sobre as suas impressões ao ouvir essa tal coletânea do rock paraibano em um período onde os lançamentos tem se tornado apenas virtuais é algo um tanto quanto difícil. Sem muita enrolação, foi muito bom ouvir tanta variedade e uma vontade de testar coisas novas que parecia ter sido deixada de lado na música paraibana. Portanto, pra quem não conhece as bandas e artistas locais eis uma boa oportunidade de se redimir e apoiar esses trabalhos.

Naresh é um Power trio encharcado pela sonoridade da década de 90. Sujo, direto e inquieto,
O som do Naresh abre a coletânea com a urgência de quem está disposto a Dar a cara a tapa por sua música.

Retroline reunindo ex integrantes de bandas como Ded Nomads, Little Heads e Elmo, os caras fazem com competência o que se propõe a fazer, punk rock rápido e melódico na linha de bandas como o Bad Religion e Pennywise.

In The Mood vem com um blues certeiro e sem gelo, pronto para o consumo excessivo em noites perdidas onde as pessoas tentam se encontrar. Blues ou rock? Guitarras afiadas a serviço dos bons sons

Anemone melodia simples, quase infantil contrasta com o sarcasmo da letra. Pop rock inteligente com clara influência literária. Banda do bairro Santa Rita chamado Tibiri que já vem contribuindo para a produção musical paraibana a um bom tempo.

Ze viola Progressive Band se trata de uma banda influenciada pelo rock progressivo da década de 70 e pelas
Raízes da música regional paraibana, aqui eles apresentam uma faixa onde mesclam bem esses elementos.

Nardonis Com limitações e prezando pela simplicidade a música da banda pode ser chamada de punk, pos punk ou noise rock mas não importa, o que temos aqui são duas faixas que se propõe a provocar o ouvinte.

Divina Comédia Humana também presta tributo a cartilha do rock progressivo mas transita em sons mais recentes como o stoner rock. Apresentam uma faixa com instrumental e vocais bem trabalhados e envolventes.

Mate ou Morra é direto e pesado, um hardcore bem trabalhado mas sem deixar de lado a agressividade que é comum ao estilo. Duas porradas.

The Rovers é de Guarabira e fazem aquele hard rock estradeiro com pegada setentista. Já a alguns anos na correria, assim como o Naresh e o Ze viola a banda é formada por um Power trio. Mais uma prova de que o velho rock’n’roll também rola em alto e bom som fora da capital.

Falange Supernova faz algo que poderia ser enquadrado no indie ou pop rock praticado por alguns grupos ingleses. Um leve toque oitentista em seu som, porém sem soar datado, apresentando uma música atual e instigante.

Malaquias em Perigo chega explodindo riffs e gritos em um vigoroso rock que ao longo dos seus 5 minutos vai ser tornando mais intenso. A faixa funciona sem complicar demais e experimenta sem exageros.

Invéxis bebe da fonte da década de 60 e faz reverência a tropicália, mas diferente de muitos grupos que se dizem influenciados por esse período da música brasileira, o Invéxis e rock e dos bons. Destaque para o trabalho dos backings vocals e pro “desleixo garageiro” que torna o som dos caras mais visceral. Uma boa amostra da psicodelia rocker paraibana.

Regada/Macumbia poderíamos dizer que esse é o embrião do projeto Macumbia que vem se destacando com um som dançante flertando com ritmos Cumbia, brega, salsa, funk, reggae entre outros. Um projeto que começou com a parceria entre Pedro Regada e Pedro Paulo em 2011. Produção de primeira.

Oitavo B vem com seu punk rock na linha de bandas clássicas como Ramones e Misfits. Os dois sons presentes na coletânea ainda contavam com os vocais de Manu Bastos. Agora a banda possui uma nova formação e se prepara para lançar novo material.

Jardim Crônico também de Tibiri, encerra a coletânea com sua simplicidade épica , com direito a metais um baixo e bateria conduzindo um groove bacana abrindo caminho para uma guitarra cortante. Melodia pegajosa no bom sentido botando um belo ponto final nessa compilação da atual música paraibana.

Por Igor Nicotina
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